(Para visionar melhor a Ferreirinha, clique sobre a mesma ou seleccione a opção "Fullscreen" para obter uma versão aumentada)

Dezembro, 2008
Número 43


    EM DESTAQUE NESTE NÚMERO DA FERREIRINHA


  • Festa de Natal da APEE, dia 19, às 17horas.
  • Alteração dos horários das actividades em período de férias!
  • Questionário aos pais sobre os dias 24 e 31 de Dezembro.




Editorial


Convite a Olhar e a transformar o mundo

Mais um Natal se aproxima e com ele a correria e o stress das prendas, sim porque nos dias de hoje cada vez mais parece ser essa a parte importante do Natal. E será? Paremos então um pouco e respiremos mais calmamente. O tema do projecto educativo da APEE, para as nossas crianças do 1º Ciclo, é este ano lectivo a Cidadania; pretende-se que eles compreendam o seu papel enquanto pequenos cidadãos e o que é saber viver em sociedade. Voltemos então às prendas… serão elas o verdadeiro espírito do Natal? Será essa a mensagem que desejamos, enquanto educadores, que seja percepcionada pelas nossas crianças? Ou será que, independentemente da religião que professemos (ou mesmo que não professemos nenhuma) uma das mensagens mais importantes do Natal não será o aceitar as diferenças que a todos nos separam e com isso aprendermos a viver numa sociedade melhor? Cabe a todos nós, pais e educadores, ajudar a construir esse espírito de transformação do mundo porque, perdoem o chavão mas, as crianças são mesmo o amanhã, e que amanhã queremos nós?

Boas Festas para todos, muita alegria e, claro, algumas prendas também, são os votos da Direcção da APEE.






A APEE e as suas funcionárias desejam a todos as Boas Festas!





Festa de Natal

Como é já do conhecimento geral, no próximo dia 19 de Dezembro, pelas 17horas, irá ter lugar a Festa de Natal da APEE.
Neste dia todos os segredos de Natal irão ser desvendados pelas nossas crianças e Monitoras , que tão entusiasmadas andam na preparação dos ensaios, cenários e adereços. Não falte e traga também a família!




Doce ou Salgada,
a sua especialidade!

E é nesta altura, e passado um ano, que novamente pedimos a sua colaboração no lanche de Natal das nossas crianças. Por isso, às mães, avós e até aos pais mais prendados solicitamos que façam a sua especialidade, doce ou salgada, não tem importância, a sua colaboração é fundamental!



Tradições de Natal

Já a partir do início deste mês, não deixe de entrar na Escola e venha à APEE ver com os seus próprios olhos, o que a pequenada andou a preparar com a ajuda das monitoras.
Um presépio de encantar com figurinhas a combinar, uma arvore de Natal com mãozinhas a enfeitar.



Passeio de Natal
“João e o Pé de Feijão”

E é já nestas férias de Natal, que a APEE irá levar as crianças ao teatro, mais precisamente ao Cento Cultural da Malaposta, em Odivelas, para assistirem ao teatro Infantil “João e o Pé de Feijão”. Para mais informações e respectiva inscrição dirija-se à secretaria da APEE.



Questionário aos Pais

Como já mencionado na nossa Assembleia Geral de Outubro, a APEE envia, este mês, um questionário aos Pais sobre os serviços da APEE nos dias 24 e 31 de Dezembro.
Solicitamos-lhe que o mesmo questionário seja entregue na secretaria da APEE até ao dia 19 de Dezembro.



Horários das Actividades Extras

No período de Férias os horários das actividades extras irão sofrer algumas alterações. Poderá consultá-las no Placard Informativo e na nossa página na Internet:
http://associacaodepais.blogspot.com



Senhores Automobilistas!

Por razões de segurança solicitamos a todos os Pais e Encarregados de Educação o favor de se deslocarem sempre ao portão da Escola quando querem ir buscar os filhos/educandos ao ATL.
Gratos pela colaboração.


Conto de Natal

Este mês incluímos na Ferreirinha um pequeno Conto de Natal para pequenos e graúdos:


O menino de caracóis loiros e olhos tristes

Era uma vez um menino de caracóis loiros e olhos muito tristes, tão tristes que só de o olharmos ficaríamos logo tristes. E o menino de caracóis loiros e de olhos tristes decidiu sentar-se numa pedra, porque estava muito cansado de estar assim triste, e começou a chorar lágrimas cor de prata. E chorou tanto, tanto, que até a pedra onde se sentara se espantou por tanta tristeza existir num menino tão pequeno. Quis dizer-lhe palavras doces para o acalmar e acarinhar mas calou-se com medo de dizer alguma coisa que o deixasse ainda mais triste. Durante horas e horas as lágrimas correram sem parar, tanto que se pode dizer que tinham nascido dois rios nos olhos tristes do menino de caracóis loiros e que, no chão, um mar cor de prata banhava os dedos dos pequenos pés descalços do menino.
- Olá! Porque choras assim?
O menino parou de chorar e, com as costas das mãos, enxugou os olhos avermelhados deixando aparecer, por detrás das lágrimas prateadas, dois olhos, verdes de espanto por, à sua frente, ver uma menina a falar-lhe, quando julgava que o lugar que tinha escolhido para si era tão afastado de tudo que ninguém por ali havia. Depois acalmou-se e murmurou:
- Sabes, estou muito triste.
- Que tu estás triste pode ver-se só de olhar para ti mas qual é a razão de estares assim tão triste?
- É que estou perdido e não sei como chegar a minha casa.
A menina, na esperança de o poder tentar ajudar, disse então: - E como é a tua casa? Talvez, se me disseres como ela é, eu a conheça e te possa ajudar a encontrá-la.
De novo a tristeza cobriu a cara do menino, este explicou-lhe então que seria muito difícil porque ele morava na cauda de um cometa.
- Um cometa? Desses que vemos passar no céu e que viajam entre as estrelas e os planetas?!
Sim, o menino confirmou que era mesmo um desses cometas, e contou-lhe que tinha ficado tão empolgado a ver uns meninos que estavam a jogar à apanhada que se debruçou um pouco mais, na ponta da cauda do seu cometa, para os conseguir ver melhor, que se desequilibrou e caiu. A queda terminara num nenúfar gigante, no meio de um lago, por sorte do menino, mas foi ainda assim uma queda grande e talvez por isso o menino ficou tonto e acabou por adormecer no nenúfar. Quando acordou era já noite e o menino decidiu sair dali para perceber como era o lugar onde tinha caído: saltou de nenúfar em nenúfar até chegar à margem do lago, depois andou, andou muito, passou por lugares cheios de árvores e por outros lugares onde vira mais flores do que alguma vez julgara ser possível, passou por casas pequenas com janelas grandes, por casas grandes com janelas pequenas, passou por casas vazias e cinzentas e por casas cheias de gente alegre, com muitas luzes brilhantes que se acendiam e apagavam e que logo lhe fizeram lembrar os campos de estrelas por onde costumava passear ao entardecer, sentado no seu cometa, antes de adormecer, quase todos os dias. Fora então que ficara triste porque não sabia como voltar para o seu cometa, que era a sua casa, e do qual já começava a ter saudades. Então andara ainda mais, mergulhado na tristeza, as horas foram passando e o sol voltou a brilhar no céu, até que ali chegara e, cansado, se sentara, naquela pedra, a chorar.
A menina deixou escapar um oh! também ele triste, porque queria mas não sabia como ajudar o menino, pois não percebia nada de cometas e de como os encontrar ou chamar pois era apenas uma menina pequena e os meninos pequenos não sabem essas coisas ainda porque, na escola, os professores apenas lhes ensinam a juntar letras e a brincar com os números. Então ficaram os dois, ali, sentados na pedra, muito tristes, sem saberem o que fazer.
- Desculpem, eu acho que posso ajudar.
Os dois meninos olharam um para o outro sem perceber de onde vinha a voz que dissera aquelas palavras: é que ali à volta não estava mais ninguém senão eles.
- Eu penso que sei como ajudar. - Repetiu a voz
Foi nesse momento que os meninos perceberam, cheios de espanto, que quem falara fora a pedra, onde estavam sentados.
- Mas tu és uma pedra e falas?! - A menina estava mesmo muito espantada; o menino também estava espantado mas apenas um pouco porque afinal ele já vira coisas muito estranhas nas viagens que fizera, no seu cometa, a galáxias longínquas e até vira mesmo buracos negros e estrelas anãs.
- Sim, falo, aliás todas as pedras falam mas normalmente só o fazem entre si porque as pessoas têm medo de tudo o que julgam fora do normal e nós para não as assustarmos evitamos falar com elas, falamos apenas entre nós, quando estamos sozinhas.
- E como podes tu ajudar? - Perguntou o menino, franzindo o sobrolho e pensando, ao mesmo tempo, que coisas poderia uma pedra fazer que não fosse estar quieta no mesmo lugar, porque, afinal, era de uma pedra que se tratava.
- Sabes, - respondeu a pedra - as luzes a piscar que tu encontraste, ao longo da tua caminhada, e toda essa gente, que viste contente, são por causa da época que se está a celebrar: o Natal. Mas não te vou agora explicar a história toda do Natal porque é um pouco longa mas posso dizer-te que desde há 2000 anos que eu tenho uma estela minha amiga que conheci quando ela por aqui passou e me perguntou como poderia ir até uma terra longínqua que se chama Belém porque estava a guiar três reis magos e não se queria perder pois a sua missão era muito importante. Desde então ficamos amigas e, de tempos em tempos, ela vem visitar-me. Já não a vejo faz sete anos mas ela prometeu voltar a visitar-me este ano, na noite de Natal, que é precisamente esta noite que vai chegar, e posso pedir-lhe que te dê boleia e te ajude a encontrar o teu cometa. Sei que ela o fará de muito boa vontade.
Quando a noite chegou a estrela apareceu, e tal como a pedra dissera, logo se prontificou para ajudar o menino de caracóis loiros e olhos verdes e lhe deu boleia. Ao longe, da janela do seu quarto, a menina, que entretanto tivera de ir para sua casa porque anoitecera e os pais poderiam ficar preocupados, ficou a olhar para a estrela enquanto esta se afastava, mais brilhante do que todas as outras estrelas no céu, e sentiu um pouquinho de saudades do menino de caracóis loiros porque sabia que seria muito difícil de o voltar a ver outra vez. Apesar do frio da noite, abriu a janela e acenou na direcção da estrela, esperando que o menino visse o seu gesto de adeus, enquanto uma lágrima cor de prata lhe escorria pela face.




SABIA QUE…

As turmas de Dança infantil e Cardio –Funk tiveram a sua 1ª actuação fora das instalações da APEE?
Dia 29 de Novembro, pelas 16horas deu-se a demonstração de dança e Cardio-funk, na feira de Natal da Junta de Freguesia de Casal de Cambra.


Sem comentários: